Por Myriam Taubkin

Não sei precisar o momento em que ouvi Guinga pela primeira vez. Lembro que começou um burburinho no nosso meio, um diz que diz do tipo " já ouviu o Guinga?".
Ouvi, foi um impacto. Uma música atrás da outra, mais bonita e surpreendente que a anterior. Cada melodia... e eu pensava, meu deus, quanta inspiração. E acompanhadas por harmonias certeiras, algumas vezes estranhas às primeiras audições, mas que ali na frente iriam se mostrar definitivas.
Duas coisas me chamam a atenção desde que conheci suas composições, de uma diversidade imensa. A primeira, é que a grande maioria delas dá vontade de cantar,  mesmo algumas mais complexas, o A dando volta pra chegar no B, que toma outro rumo e cai no C e volta ao A por um novo percurso. Parece difícil, intrincado, mas então percebemos que a música soa extremamente natural, faz todo sentido, é uma delícia entoar a canção; e aí está a genialidade do Guinga.
A segunda, é que acho Guinga o melhor intérprete da sua obra. Adoro ouvi-lo tocar e cantar suas canções. É na sua voz e no seu violão que elas chegam exatas, sem tirar nem pôr. E emocionam.